Está na hora de aprender!

Temperatura ideal para vinho: aprenda a servir um vinho da melhor forma

A temperatura do vinho faz mesmo alguma diferença? A resposta é sim! Nada faz mais diferença na degustação de um vinho do que a sua temperatura, e não só do vinho mas de outras bebidas também. E há razões científicas que comprovam isso. A temperatura correta de serviço do vinho pode tornar sua experiência ainda mais agradável e hoje a gente vai deixar esse tema mais fácil para você.

Qual a temperatura ideal o vinho?

Você já deve ter ouvido falar que o correto é tomar vinhos brancos gelados e vinho tinto à temperatura ambiente, certo? Na verdade isso não é bem assim. Essa afirmação sobre vinho à temperatura ambiente veio de países europeus, onde o clima é bem diferente do nosso. Sendo assim, antes de levar isso como uma máxima, você deve se perguntar: a temperatura de qual ambiente?

Cada tipo de vinho tem uma temperatura ideal de serviço e essas variações devem-se a diferenças na composição química dos vinhos. Explicaremos em detalhes mais à frente. De forma geral, podemos dizer que vinhos brancos e rosés devem ser tomados a temperaturas mais baixas do que os tintos. Entretanto, há de  se lembrar que existem vinhos mais leves e mais encorpados: sendo assim, há brancos que devem ser servidos mais frescos e brancos que podem ser servidos a uma temperatura um pouco mais alta, da mesma forma com rosés e tintos.

Para não errar, abaixo você confere a temperatura ideal para cada estilo de vinho:

Temperatura para vinho Tinto

 

  • Tinto jovem/ leve: 13ºC 
  • Tinto de corpo médio: 14-16ºC

 

    • Merlot, Syrah, Carménère, Montepulciano, Negroamaro e Sangiovese 

 

  • Tinto encorpado / envelhecido: 15-18ºC

 

Temperatura para vinho Branco

 

  • Branco doce: 6-8ºC

 

    • Sauternes, Colheita Tardia, Eiswein e Monbazillac 

 

  • Branco leve: 7-10ºC

 

    • Chardonnay sem madeira, Pinot Grigio, Sauvignon Blanc e Albariño
  • Branco encorpado/envelhecido: 10-13ºC
    • Chardonnay com madeira, Viognier, Sémillon, Gewürztraminer e Marsanne

Temperatura para vinho Rosé

  • Recomenda-se servir os vinhos rosés entre 7ºC e 10ºC

Temperatura para Espumantes

 

  • Espumantes seco e doces não safrados: 6-8ºC
    • Secos: Nature, Extra-Brut e Brut

 

    • Doces: Extra-Sec, Sec, Demi-sec, Doux e Moscatel

 

 

Saiba mais sobre espumantes aqui.

Temperatura para vinho FORTIFICADO

 

  • Vinho Doce Natural: 8-10ºC

 

      • Banyuls, Muscat de Beaumes de Venise, 

 

  • Jerez Fino/Manzanilla: 10-12ºC
  • Jerez Oloroso: 14ºC
  • Porto Ruby: 14ºC
  • Porto Tawny: 16ºC

Como deixar um vinho na temperatura certa?

Agora que você já sabe qual a temperatura ideal para cada tipo de vinho deve estar se perguntando como fazer para deixar o vinho na temperatura adequada. Vamos te ajudar!

A forma mais rápida e eficaz de resfriar um vinho é utilizando um balde de gelo. Mas, atenção: para que esse processo seja eficaz é necessário adicionar 1 parte de água para 2 partes de gelo — a água é um condutor de temperatura e ajudará a acelerar o processo — e imergir a garrafa o máximo possível para que o vinho gele por igual. De 10 a 15 minutos você consegue fazer um vinho a 20ºC atingir a temperatura de 8ºC; essa mesma mudança levaria cerca de 1 hora na geladeira.

Caso você precise do vinho resfriado rapidamente e não tenha o balde de gelo, uma solução pode ser colocar o vinho no congelador por 30 minutos, mas não esqueça da garrafa! O tempo que você deixa o seu vinho gelando também é importante: se for rápido demais a garrafa não será resfriada por igual, se deixar por tempo demais pode deixar o vinho tão frio a ponto de os aromas não aparecerem.

E gelo no vinho, pode? O problema é que, conforme o gelo derreter, seu vinho ficará diluído, perdendo aromas e sabores. Contudo, há vinhos feitos especificamente para isso (se for o caso estará escrito “ice” no rótulo). Na Evino temos o Vivid Rosé, um vinho bem frutado e mais docinho, próprio para pôr gelo!

*Sujeito à alteração de estoque

Mas, supondo que seja um dia de sol, você quer um vinho para tomar na piscina ou na praia, pensou até em fazer um drink com frutas… Mas o vinho não está gelado e não é ice! Uma alternativa pode ser adicionar frutas congeladas, assim você consegue gelar um pouco o vinho sem deixá-lo aguado. 

Agora, pensando no caminho contrário, o que fazer se o vinho gelou além do necessário? O ideal é deixar a garrafa por 1 ou 2 horas em um ambiente com a temperatura estável e esperar que a temperatura vá aumentando gradativamente. Você também pode servir o vinho na taça e colocar as mão ao redor do bojo, assim o calor da sua mão ajudará o vinho esquentar. Não coloque seu vinho diretamente em fontes de calor(como debaixo de sol ou perto do fogo), pois o vinho é sensível a mudanças bruscas e você pode estragá-lo: se isso acontecer, não tem volta.

Verdadeiro ou Falso: é melhor servir um vinho mais gelado do que o indicado do que um vinho em uma temperatura mais elevada.

Verdadeiro! Afinal de contas, a tendência é que, depois de colocar o vinho na mesa, a temperatura vá se elevando gradativamente, o que permite que os aromas comecem a aparecer conforme a temperatura sobe. No caso de servir o vinho em uma temperatura mais alta do que a recomendada, os aromas serão mascarados pelo álcool.

Como medir a temperatura de um vinho?

Existem termômetros com um arco metálico que fazem isso antes mesmo de abrir a garrafa. Com eles, você pode utilizar essa página como objeto de consulta. Caso queira, pode ser interessante medir a temperatura algumas vezes e provar o vinho para entender como é a temperatura adequada. Depois de algumas vezes você já saberá dizer se o vinho está na temperatura certa sem precisar medir. Mas fique tranquilo, isso não precisa ser extremamente preciso — a variação de 2 graus não irá atrapalhar sua degustação.

A ciência por trás da temperatura do vinho

Explicamos quais as temperaturas corretas para cada tipo de vinho e como fazer para chegar nessas temperaturas. Mas agora vamos explicar o porquê é importante tentar servir o mais próximo do recomendado.

Como falamos logo no início, existem razões científicas relacionadas à composição química de cada vinho. Em primeiro lugar, é importante saber que os aromas do vinho são voláteis; a volatilidade é uma grandeza que está relacionada à facilidade da substância de passar do estado líquido ao estado de vapor, ou seja, quanto mais volátil, mais rápida essa transformação. Muito bem, também é importante dizer que o nosso olfato é suscetível a vapores, que são absorvidos nos receptores nasais. Essas duas informações juntas nos dizem que conseguimos sentir melhor o cheiro de compostos mais voláteis.

Para que um composto aromático volatize — vire vapor — precisamos de calor. Em geral, os vinhos tintos são menos voláteis do que os vinhos brancos. Por isso, se faz necessário servi-lo a uma temperatura mais elevada, para que seja possível atingir o ponto no qual os compostos aromáticos vaporizem e se tornem mais perceptíveis ao nosso olfato.

Apesar de o calor ajudar os aromas aparecerem, deve-se tomar cuidado. O álcool é uma substância que volatiza com o calor, ou seja, evapora mais rápido; sendo assim, temperaturas elevadas farão com que o álcool se sobreponha aos aromas do vinho. Um vinho tinto pode perder seu equilíbrio se for servido a 22ºC, pois o calor acentuará a presença do álcool.

Agora, a acidez presente no vinho é mais perceptível a temperaturas mais baixas. Por esse motivo, os vinhos brancos, que devem ser frescos, são servidos a uma temperatura mais baixa: o álcool ficará menos aparente, facilitando sentir os aromas e a acidez será destacada, tornando o vinho refrescante. No caso dos espumantes, a temperatura fria ajuda a preservar as bolhas. O frio também é importante para balancear vinhos muito doces, que acabam se tornando um pouco enjoativos se não houver acidez suficiente.

Assim como a acidez, o tanino presente no vinho — substância natural presente também no café e no cacau —  é mais perceptível a temperaturas mais baixas. O tanino é responsável pelo amargor e pela sensação de adstringência na boca (como se a boca secasse ou amarrasse). Assim, um vinho muito tânico servido a uma temperatura muito baixa vai parecer ainda mais amargo, enquanto que, se for servido a uma temperatura mais elevada, vai parecer mais macio na boca (já parou para pensar porque preferimos o café quente? É a mesma lógica). 

Calor demais pode fazer aparecer falhas no vinho, assim como o frio pode ajudar a esconder essas falhas. Um vinho muito plano (meio aguado na boca, sem vida), por exemplo, se servido a uma temperatura mais fresca, pode ter a acidez acentuada e ficar mais vivo na boca. Do outro lado, um vinho muito ácido ou muito tânico (como no caso do Barolo, que tem essas duas características acentuadas) não deve ser servido muito frio, pois o frio acentua a sensação da acidez e do amargor, tornando o vinho muito “duro”.

Além do impacto no olfato e nas sensações táteis do paladar, a temperatura errada pode atrapalhar na percepção dos sabores do vinho. Afinal de contas, nós não sentimos os sabores dos alimentos apenas com o sentido do paladar, mas também pela estimulação das células olfativas. Os sentidos do olfato e do paladar agem juntos para identificar melhor o gosto dos alimentos; o sabor dos alimentos também é dado pelo olfato, que responde às substâncias presentes no vapor dos alimentos.

Agora que você já sabe a importância da temperatura correta na hora de servir um vinho e aprendeu quais as temperaturas indicadas para cada tipo de vinho, que tal encontrar 8 petiscos ideais para harmonizar com diferentes tipos de vinho? Aproveite o cupom DICASBLOG para ter 10% de desconto na sua primeira compra no app da Evino, garantir seu vinho!